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Open Mind, 2008
by Chopper Spirit

Open Mind
Desde o dia As motos de show, construídas pela Chopper Spirit, de Cascais, têm como objectivo serem vistas pela primeira vez no Bike Show da Concentração de Faro, e depois correrem alguns dos maiores eventos homólogos europeus. Foi no Big Twin Bike Show, em Rosmalen, Holanda, que nos cruzámos com a Open Mind, e foi por lá que a fotografámos, com os característicos moinhos, canais e pontes levadiças, como fundo.

A Open Mind é funcional, mas percebe-se que se trata de um exercício de estilo, com o objectivo directo de ser mostrada em bike shows, e, desse modo, promover a marca Chopper Spirit. Segundo Rafael Murjal, proprietário da empresa, projecta estas motos com o propósito bem definido de associar à sua marca a ideia de criatividade, originalidade e perfeccionismo.

O conceito
Não nos ficam dúvidas que tanto esta última produção, como a anterior, a Pipe Bike, são trabalhos com elementos comuns: radicalismo e simplicidade levado ao limite. Ao questionarmos Rafael Murjal sobre o porquê deste conceito, explicou-nos:
- São as ideias que me surgem. Talvez em resultado de na vida existirem tantas coisas complexas que nos fogem ao controlo. Porque não, naquilo que dominamos na integra, contrariarmos essa tendência e criarmos coisas, que até podem ser elaboradas, mas de simples interpretação?
Quanto lhe perguntámos, de seguida, se a saga de motos minimalistas e tubulares continuaria, respondeu-nos:
- Muito provavelmente ainda sairá mais uma edição dentro desta tendência, um trabalho que para mim terá um valor sentimental acrescido por se tratar de uma moto em homenagem ao meu irmão, recentemente falecido.
Ao contrário da Pipe Bike, a Open Mind não subiu ao palco de Faro. Rafael Murjal confessou-nos que os prémios são bem-vindos, mas não o objectivo daquilo que faz.
- O importante para mim é fazer aquilo que me apetece. O que me dá realmente gozo é materializar as minhas ideias. Motos como aquelas que tenho criado, são desprovidas de muitos artefactos. Motos mais elaboradas têm muito mais por onde se evidenciarem e serem avaliadas. Se não for pelo depósito, será pelos guarda-lamas, se não for pelos guarda-lamas será pelas rodas, ou mesmo por uma pintura exuberante. Logicamente que o que tenho feito vale pelo conceito, pela originalidade e pela forma do quadro, motor e rodas, três elementos que praticamente sozinhos lhe atribuem toda a silhueta. Com tanta auto-limitação, é natural que lhe faltem ingredientes para serem Best Bikes. Se o meu principal objectivo fosse ganhar concursos teria obrigatoriamente que enveredar mais pelo show-off, ou por um conceito mais comercial e, como já referi, não é isso que me dá o tal gozo especial. Além do mais considero de maior importância os comentários que as pessoas ligadas ao custom fazem, quando apreciam o meu trabalho nas exposições, do que uma possível, e sempre discutível, votação para ganhar um prémio.

A postura
Aproveitámos a conversa sobre a Open Mind para questionar Rafael Murjal acerca da postura da Chopper Spirit, nos eventos em que se faz representar. Isto porque essa filosofia contrasta bastante com a maioria das outras casas, ou mesmo com a atitude típica de quem está ligado, de algum modo, ao o mundo custom.
- Tenho perfeita consciência que a nossa postura contrasta um pouco com a maioria das outras casas nacionais ligadas ao custom. É a nossa forma de estar, a filosofia da empresa. Cada casa tem uma determinada imagem e um determinado cliente tipo. No entanto, logicamente que respeitamos todo o tipo de pessoas e aceitamos as suas posturas como normais, e a prová-lo estão as excelentes relações pessoais que mantemos com outros customizadores e entidades organizadoras de eventos.
Ainda assim há quem comente que o staff da Chopper Spirit mantém uma postura muito hermética e que, por exemplo, terminado o horário de uma exposição, geralmente não confraterniza com os restantes, mas que simplesmente se retira.
- Não é tanto assim, mas reconheço que sou muito rígido na disciplina e imagem de quem trabalha comigo, e até já alguém nos chegou a chamar os “caretas de Cascais”. Basicamente fazemo-nos representar,, quase sempre por um staff numeroso e devidamente identificado. A quem está identificado com a Chopper Spirit, por sua vez, não admito que esteja no stand com um copo de cerveja na mão ou qualquer outra atitude que não considero compatível com a imagem que pretendo e com o nosso cliente tipo. Toda a gente está fardada e toda a gente tem a mesma postura. Funciona como uma equipa coesa, disciplinada e muito profissional. A Chopper Spirit é assim e se alguém considerar isso como ser “careta” então assumimo-nos perfeitamente como tal. Evito cair na banalidade e comportar-me de acordo com valores que possam estar instituídos. Até as motos que construímos, para participarem em Bike Shows, são disso um bom exemplo. Também elas quebram a banalidade. Como vês esta imagem da Chopper Spirit acaba por estar em todo lado e é indissociável da nossa marca. Mas como já disse, mantemos excelentes relações com pessoas com uma atitude bastante diferente da nossa, como por exemplo o Moto Clube Alentejano, que organiza o International Custom Bike, em Elvas, o Moto Clube de Faro e o Moto Clube de Quarteira, onde faço questão de estar representado, quanto mais não fosse pela amizade que criei com alguns elementos destes clubes.

Participações
A Chopper Spirit, como referimos inicialmente neste texto, escolheu a Concentração de Faro para apresentar uma nova moto de show todos os anos, mas de seguida percorre vários outros eventos, onde é convidada para estar representada, e onde faz questão de comparecer, em países como Espanha, Alemanha e Holanda.

Ficha técnica da Open Mind
Construtor: Chopper Spirit
Proprietário: Chopper Spirit
Quadro: Chopper Spirit
Motor: S&S 124” (2.025 cc)
Carburador: Rivera / Mikuni polido
Filtro de ar: S&S
Caixa de velocidades: Baker RSD
Embraiagem: Evil a seco, 4", com bomba hidráulica PM
Transmissão final: por corrente
Travões: Kustom Tech
Comandos de pés: Kustom Tech
Assento: Crime Scene Choppers
Farol dianteiro: Crime Scene Choppers
Suspensão dianteira: Paughco Springer
Guiador: Paul Yaffe
Comando de embraiagem: Rebuffini
Escapes: Chopper Spirit
Pintura: Iron Will
Jante traseira: RST 11x18
Jante dianteira: Paughco 2.15x21
Pneu traseiro: 300/35 18
Pneu dianteiro: 90/90 21

Obs: O facto do nome “Open Mind” coincidir com uma outra moto, construída pela alemã Thunderbike, e que concorreu, também ela, ao bike show Custom Chrome Europe Dealer Show, conquistando o primeiro lugar da classe Freestyle, é tão somente uma curiosa e infeliz coincidência.

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Sponsor Report
 
Text and photography: Paulo S. Santos, the Press Machine
Post-production: Paulo S. Santos, the Press Machine
Sponsor report: CHOPPER SPIRIT