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Sex Bike Show, Belgium 2007
Nunca antes visto!
Está na nossa natureza procurar artigos interessantes, preferencialmente um pouco fora da normalidade, para, desse modo, satisfazer os exigentes visitantes do CustomForever.com. Por isso, publicamos aqui uma reportagem efectuada em Abril de 2007, em La Louviere, Bélgica. Sex Bike Show era um evento motociclístico que, logo à partida, prometia ser bastante ousado e original. O problema é que era de tal modo ousado e original que o acesso era também, obrigatoriamente, restrito a maiores de 18 anos. Por este site ser de acesso livre, não podemos publicar algumas das fotos e, em muitas delas, tivemos que colocar a inevitável censura.
E pronto. Como trabalho é trabalho, lá seguimos em direcção a Bruxelas, para depois nos dirigirmos, mais concretamente, ao parque de exposições de uma pequena localidade, La Louviere. O site oficial do evento era, garantidamente, o mais tosco que vi em toda a minha vida, o que me criava algumas reservas. Mas, ao ler com atenção o programa, acreditei que seria algo suficientemente elaborado e credível. Até porque os belgas, pelos vistos, estão sujeitos a alguns ventos vindos dos lados da Holanda, país sobejamente conhecido pela sua extrema liberdade sexual e pelo perfeccionismo daquilo fazem. Chegámos, entrámos e começámos a registar tudo o que víamos...
Espaço Moto
Era uma zona composta por duas naves repletas de motos e muitos stands de venda de equipamento. As motos expostas ficaram bastante aquém das expectativas e aquelas que mais se destacavam já as tínhamos fotografado em França, no Salon de la Moto, em Pecquencourt, que tinha decorrido um mês antes. Até porque, a distância geográfica é relativamente curta. Havia, também, como é hábito por estas bandas da Europa, uma exposição de alguns carros americanos, mas também nada de muito aparatoso. De qualquer modo, o ambiente estava criado e era bastante agradável. Enquanto fazíamos uma observação mais pormenorizada a esta zona, eis quando surgem duas “coelhinhas”. “Ah, e tal... tens que vir connosco para fotografar o nosso show lésbico que vai começar daqui a pouco, no pavilhão de cima”, diziam elas. Trabalho é trabalho, pensámos mais uma vez, e lá as seguimos, fazendo as primeiras fotos, enquanto ia subindo a escada rolante que me levaria garantidamente a algo mais “hard”.
Espaço Sexo
Não me enganei. A área do piso superior era cerca de metade daquela que em baixo era destinada exclusivamente às motos e seus acessórios. Mas o ambiente era mesmo bastante mais "hard". Provavelmente cerca de 90% dos visitantes seriam motociclistas, perfeitamente identificados pelo vestuário e pelas motos que enchiam o parque de estacionamento no exterior. Os restantes 10% eram visitantes que se integravam muito bem no ambiente, mas mais naquela "onda” dos salões eróticos e clubes de swing. Desses tais cerca de 10%, que referimos, os homens usavam vestuário perfeitamente comum, mas algumas mulheres faziam questão de exibir roupas de vinil brilhante, ao mais puro estilo fetichista. Como tal, manda a ética jornalista, e o bom senso, que não se fotografe este grupo de visitantes. Seria o mesmo que ir fotografar nus numa praia nudista e depois publicar num jornal diário. Demos também uma volta pelas inúmeras sex shops, onde encontrámos artigos de todos os tamanhos, feitios e utilidades. Até acabei por me esquecer do show das “coelhinhas”! Mas não foi grave. Percebi que o show delas se repetia ciclicamente e havia até outras alternativas dentro do mesmo tema. Sem contar ainda com o palco principal onde, aí sim, todo o tipo de temas se desenrolavam. É importante referir que as coisas eram realmente explícitas e era exibido sexo a quem queria ver sexo. Os momentos mais altos, no palco principal, eram, sem dúvida, os protagonizados por Oksana D'Harcourt, considerada a melhor actriz do cinema “XXX” europeu, e os intervalos. "Os intervalos?!", perguntarão alguns. Sim, é que nos intervalos acontecia algo muito curioso. Pessoas da assistência, voluntariamente e por puro exibicionista, podiam subir ao palco e mostrar, também elas, as suas “habilidades” e “performances”. Essas performances, ora resultavam excitantes, em grande parte pelo factor surpresa e amadorismo, ora resultavam hilariantes. Isto porque, “lá em casa”, ou num ambiente mais restrito, o nosso desempenho sexual é muito diferente daquele que conseguiremos protagonizar num inibidor ambiente de multidão. Para os homens, resulta quase sempre num fracasso que os amigos nunca perdem a oportunidade de ridicularizar ao máximo.
Destaque Final
Este tipo de evento foi organizado pela primeira vez na Bélgica e, na prática, acabou por ser um Bike Show, como muitos outros que se realizam pela Europa, apenas dando bastante mais ênfase à habitual componente erótica. O que, de facto, mais me chamou a atenção, foi a perfeita naturalidade com que tudo decorreu. Os visitantes eram de idades muito variadas e havia um certo equilíbrio entre o público masculino e o feminino. Foram vários os milhares de pessoas que, ao longo dos três dias, por lá passaram. Bastava, no entanto, visitar o Sex Bike Show um único dia. É que os shows de palco repetiam-se diariamente, excepto, logicamente, a tal situação dos voluntários oriundos do público, que nunca se poderia saber o que iria acontecer. Esse mesmo palco tinha um avançado ao estilo passerelle, com cerca de oito metros de comprimento por metro e meio de largura, por onde as actividades evoluíam. Não havia grades junto ao palco, nem sequer seguranças, em absolutamente lado nenhum. As stripers, ou actrizes porno, após terminarem os seus shows, desciam do palco e circulavam naturalmente por entre o público, com trajes caracteristicamente muito reduzidos, ou mesmo nenhuns, distribuindo sorrisos, autógrafos, posters e posando para fotos amadoras. Ou seja, um povo que aceita verdadeiramente a liberdade e a atitude de cada um, e usa a palavra “respeito” como uma das suas máximas.







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